A vacinação continua sendo uma parte importante da prevenção ao longo da vida adulta e do envelhecimento. A proteção contra doenças infecciosas não termina na infância ou na adolescência.
Com o passar dos anos, novos riscos surgem, e algumas vacinas passam a ter indicações específicas de acordo com idade, histórico de saúde, doenças pré-existentes, rotina, profissão, viagens e fatores individuais de risco.
Entre as vacinas frequentemente avaliadas estão aquelas voltadas à prevenção de infecções respiratórias, como influenza (gripe), pneumocócicas (pneumonia), Covid-19 e a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Elas são importantes para reduzir o risco de infecções respiratórias, hospitalizações e complicações clínicas, especialmente em pessoas mais velhas ou com doenças crônicas.
A vacina contra herpes-zóster também pode ser recomendada a partir dos 50 anos ou, em determinados contextos, antes dessa idade, ajudando a reduzir o risco da doença e de complicações como neuralgia pós-herpética.
Em alguns cenários, pode haver indicação de vacinas que ajudam a prevenir meningites, como as meningocócicas ACWY e B. Vacinas como HPV, hepatites A e B, tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche), tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e febre amarela, podem ser recomendadas conforme histórico vacinal, faixa etária, estilo de vida e fatores de risco individuais. A vacina contra dengue ganhou relevância epidemiológica no Brasil e pode ser considerada de acordo com o perfil individual e o contexto clínico.
Além de prevenir infecções, a vacinação também reduz riscos indiretos relevantes. Infecções evitáveis podem desencadear descompensação cardiovascular, piora metabólica, perda funcional, declínio cognitivo e internações, especialmente em pessoas mais vulneráveis.
A recomendação ideal não é igual para todos e deve considerar idade, comorbidades, histórico vacinal e perfil de risco individual.